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Carlos Drummond de Andrade. Biografia, principais obras

RESUMO

Carlos Drummond de Andrade, cronista, jornalista, funcionário público e, principalmente, poeta. Um dos maiores nomes da literatura brasileira apostou em versos livres e linguagem objetiva nas suas obras. Drummond, além de poemas, escreveu livros em prosa e alguns de temática infantil.

O mineiro morou no Rio de Janeiro por muitos anos, mas a terra natal, Itabira, sempre esteve presente nos seus versos. O poeta ainda trata da questão da existência, do individualismo e do fazer poético. Em uma fase mais social, apresenta versos que mostram solidariedade e desejo de transformação.

Drummond viveu em um período marcado pela Guerra Fria. A incerteza da época pode ser percebida em sua obra, o eu-lírico se mostra sem esperança e impotente diante de certas situações.

MOVIMENTO LITERÁRIO

Com características modernistas, Drummond aposta no verso livre, sem métricas. O poeta faz parte da segunda fase do modernismo brasileiro, período marcado pela consolidação do movimento literário. Cecília Meireles, Murilo Mendes, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Érico Veríssimo e Vinícius de Morais também fazer parte dessa geração.

Estilo
Carlos Drummond de Andrade apresenta uma poesia concreta, objetiva e com linguagem mais popular. O autor incentiva a liberdade para escrever, como muitos modernistas do seu tempo, e dá um tom ácido aos seus escritos com versos irônicos e sarcásticos.

BIOGRAFIA

Nascido em Itabira, Minas Gerais, Carlos Drummond de Andrade foi estudar na capital do estado. Para completar os estudos, mudou-se para Nova Friburgo. Mas, ao ser expulso do Colégio Anchieta por “insubordinação mental”, voltou a Minas. Foi em Belo Horizonte que teve sua primeira experiência como escritor. Em 1921, escreveu para o “Diário de Minas”, onde ocupou o cargo de redator-chefe anos mais tarde. Trabalhou também no “Estado de Minas”, no “Diário da Tarde” e no “Minas Gerais”. Com alguns amigos, criou “A Revista”, um publicação para exaltar o modernismo. Já no Rio de Janeiro, escreveu crônicas para o “Jornal do Brasil” e para o “Correio da Manhã”. Chegou a trabalhar também em um periódico comunista, o “Imprensa Popular”, por convite de Luís Carlos Prestes.

Em 1924, dois anos depois da Semana de Arte Moderna, Drummond conhece grandes nomes do modernismo, como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade, com quem passa a se corresponder frequentemente.

Para agradar os familiares que pediam um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto, mas nunca atuou na área, ficando conhecido pelo trabalho literário. No mesmo ano, 1925, casou-se. Com a mulher, Dolores Dutra de Morais, teve Maria Julieta Drummond de Andrade.

O mineiro foi morar no Rio enquanto trabalhava como funcionário público. Foi funcionário do gabinete do ministro da Educação da época e antigo colega de faculdade, Gustavo Campanema, e atuou no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O primeiro livro foi “Alguma poesia”, publicado em 1930, e um dos poemas mais famosos do autor foi publicado na “Revista de Antropofagia” em 1928, “No meio do caminho”. Em seus poemas, Drummond falava com orgulho da terra natal e falava de sentimentos de augústia em relação ao futuro.

Devido à importância do poeta na literatura nacional, uma estátua foi colocada em um banco da Praia de Copacabana, bairro em que viveu muitos anos no Rio de Janeiro.

Muito apegada à filha, Carlos Drummond morreu 12 dias depois desta.

Fontes
Estadão
Wikipedia

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