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Adolfo Caminha. Biografia, principais obras


RESUMO

Adolfo Caminha foi um dos representantes mais relevantes do naturalismo brasileiro. Polêmico, escreveu obras com temas censurados pela literatura tradicional, como “Bom-Criolo”, romance em que falava sobre homossexualismo. O escritor também tinha fortes ideais políticos, apoiando a república e a abolição da escravatura.

A vocação literária se fez presente quando Caminha ainda trabalhava na Marinha. Os primeiros poemas e contos foram lançados em 1886. Escreve também para jornais do Rio de Janeiro, como “Gazeta de Notícias” e “Jornal do Comércio”. Como morre precocemente, como apenas 30 anos, deixa dois romances pela metade, “Ângelo” e “O Emigrado”.

MOVIMENTO LITERÁRIO

Adolfo Caminha é classificado como escritor naturalista. O movimento percebe que o homem é resultado da sociedade, do contexto histórico e da genética. O naturalismo coloca que o homem é como um animal que segue seus instintos, com isso, as obras dos autores naturalistas são repletas de descrições animalescas. No Brasil, além de Adolfo, Aluísio Azevedo foi um dos principais nomes do movimento, marcando a literatura com “O Cortiço” e “O Mulato”.

Estilo
Descreve crimes em suas obras, cheias de tragédias. O naturalismo de Caminha retrata os vícios do homem, a sexualidade, a traição e o homossexualismo, sem fugir da polêmica. O estilo de escrita era simples, com uma linguagem acessível.

BIOGRAFIA

Adolfo nasceu em Aracati, no Ceará, mas foi morar no Rio de Janeiro quando ainda era criança. Filho de Raymundo Ferreira dos Santos e Maria Firmina Caminha, começou na Marinha de Guerra em 1883, onde passou a aturar como segundo-tenente quatro anos depois.

Transferido em 1888, vai trabalhar em Fortaleza. Na capital do Ceará, passa a viver com Isabel de Paula Barros, a mulher largou o marido para ficar com o escritor. O caso acaba obrigando Adolfo a abandonar a Marinha. Do relacionamento dos dois, nascem Belkiss e Aglaís.

A primeira publicação, ainda nos tempos de Marinha, é “Voos Incertos” de 1886. Sua obra mais relevante, no entanto, trata do homossexualismo, é “Bom-Crioulo”. É a primeira vez que o tema é tratado na literatura nacional, causando polêmica na época. O livro retrata a convivência dos marinheiros. “No País dos Ianques” foi o livro em que Caminha falou sobre a viagem aos Estados Unidos. Em “A Normalista”, contou um caso de incesto.

Adolfo acaba colaborando também com jornais, como o “Jornal do Commercio”, o “O País” e a “Gazeta de Notícias”. Chegou a criar um semanário, o “Nova Revista”. Com ideias modernas para a época, acreditava no poder da educação para mudar o Brasil. Participou da “Padaria Espiritual” em 1892, que tinha o jornal “O Pão” para divulgar o realismo e o simbolismo no Ceará, era um publicação nacionalista. O autor, que chegou a usar o nome Félix Guanabarino como pseudônimo, era republicano e abolicionista.

Adolfo Caminha morreu com apenas 29 anos, vítima da tuberculose, doença que matou muitos escritores. Um ano antes, em 1869, publicou sua última obra, “Tentação”.

Fontes
Cervantes Virtual
Wikipedia

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