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A História Real

Se você chegou até aqui andando de carona com a insegurança em trechos da dúvida movido pelo combustível da curiosidade, “CUIDADO”. É melhor usar o medo como atalho para regressar ao mesmo lugar onde você jamais se encontrou. No entanto, se motivos outros recomendarem desconsiderar meu conselho, saiba que você estará a um passo para se lançar em sendas perigosas que conduzem à exploração de caminhos históricos e novos conceitos sobre a lógica e a razão originando novas estradas para o pensamento filosófico que rompem as fronteiras do desconhecido.

As revelações contidas nestes manuscritos são verdades contraditórias às defendidas ou ignoradas por mentes alienadas ao engano, acorrentadas ao mundo imaginário e fictício. Cumpre-me fazer este alerta mesmo sabendo que ao contrariar a farsa que encontra refúgio e guarida na soberba da arrogância sem limites e desprovidas das raízes que fixam a verdade, resultará na criação de inúmeros desafetos intempestivos, conquanto, em toda luta por um ideal se tropeça em obstáculos. O homem firme não se detém a contá-los. Ele segue em seus propósitos irredutível em sua fé e imperturbável em sua ação, afinal, quem marcha em direção de uma luz não pode ver o que ocorre nas sombras.  Sei também que de tudo que conspira favoravelmente contra a prosperidade, à dúvida destaca-se com ingente proporcionalidade. O estado de dúvidas provoca a instabilidade, aliada fiel da insegurança, matrimoniado com o receio tendo como casal de filhos o medo e incerteza alimentados pelo insucesso.

A dúvida é companheira constante da humanidade que incessantemente tem buscado respostas para intrigantes questionamentos “de onde viemos?” “para onde vamos?” são algumas das perturbações mais freqüentes conflitando com a tão propagada paz interior. As alamedas das dúvidas dão acesso à dor que fere de morte e ao luto por tempos infindáveis. É o veredicto sentenciando até mesmo os inocentes.

 Colocar alguém em dúvida é tarefa fácil. Por exemplo: Se te fosse conferida a possibilidade de dialogar com um personagem bíblico, é razoável acreditar que a sua opção seria Cristo. Se, no entanto fosse facultada a possibilidade de incluir neste diálogo mais uma pessoa, podendo ela ser personagem bíblica ou não, já haveria dúvidas na escolha. Buda? Socrates? Shakespeare? Platão? Gandhi? Moisés? Aristóteles? Nostradamus? Arquimedes? E muitos outros que tenham sido acrescidos por conta sua. Foi constatando o quanto a duvida de sua origem castiga a humanidade e a insegurança quanto ao seu destino, que nasceu este ideário, desnudando histórias cabeludas, mostrando a história como ela é, derrubando suas máscaras baldadas na terra em vão.

 Na hipótese destes esclarecimentos aumentarem a sua curiosidade, mais uma vez repito “CUIDADO”, este apetite pode ser devorado, não sobrevivendo às centenas de areias movediças que estão interpostas em caminhos que você jura serem seguros. De minha parte estão cumpridas as formalidades ritualísticas e sua entrada está franqueada, restando-me desejar que sua intuição esteja iluminada. Mas a história lógica da razão intuitiva registra que o pensamento caminha a passos de tartarugas no raciocínio, prática e ação desvendadas pela ciência que viaja na velocidade da luz. A avaliação mental evolutiva da espécie humana é regulada e subalterna da subconsciência. O pensamento encontra lógica e razão, mas, perde a autoridade na execução da ação, predominando automaticamente os desígnios do subconsciente. O pensamento é a descoberta, o inventor de novas ações, comportamentos ou atitudes, mas o subconsciente é quem patenteia. Se for árdua a tarefa de abrir novos caminhos, espinhosa também é o convencimento da sua utilidade àqueles que conhecem caminho único. Por outro lado, alguns erros estão para a mente, como o sofrimento está para a alma, ensinando a preços elevadíssimos. Em contrapartida os aprendizados são eternos. Se queres adquiri-los como acervo, pague o devido preço, estando consciente de suas responsabilidades traduzidas pela resposta.

“Quanto vale a sua vida?”