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Natureza de Deus. Paradoxo de Epicuro. Deus existe    

Ambiguidade em Gênesis, tradução bíblica. Paradoxo de Epicuro. Deus existe

Ambiguidade

Reza o Gênesis que tinha Abraão setenta e cinco anos ao emigrar do país de Harã, após a morte de seu pai Tareu. O mesmo Gênesis, porém, diz que Tareu, tendo gerado Abraão aos setenta anos, viveu até a idade de duzentos e cinco anos, e que Abraão só saiu de Harã depois da morte do pai. Portanto, Abraão contava cento e trinta e cinco anos quando deixou a Mesopotâmia.

Tradução

Bíblia foi escrita por quarenta escritores, sendo concluída após 1600 anos. Teve sua tradução feita do hebraico, aramaico e grego para o latim. O aramaico, lingua falada por Jesus, tinha seis dialetos. Logo justifica-se as divergências entre arqueólogos, teólogos e especialistas da área.

Paradoxo de Epicuro

O paradoxo de Epicuro é um dilema lógico sobre o problema do mal atribuído ao filósofo grego que argumenta contra a existência de um deus que seja ao mesmo tempo onisciente, onipotente e benevolente.

Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?

Epicuro não era um ateu, apena considerava um fardo demasiado pesado para Deus ter de preocupar-se com todos os problemas do mundo.

Natureza de Deus

Blaise Pascal indagava: O que e mais vantajoso: Acreditar ou não acreditar na religião cristã?

Interessante os argumentos que o filósofo adota, respondendo a indagação.

Sabemos que há um infinito e ignoramos a sua natureza, assim como sabemos que é falso que os números sejam finitos; é, pois, verdade que há um infinito em número, mas não sabemos o que ele é. É falso que seja par, é falso que seja ímpar; pois, acrescentando-lhe a unidade, ele não muda de natureza: no entanto, é um número, e todo número é par ou é ímpar; isso é verdadeiro para todos os números finitos.

Não há tão grande desproporção entre a nossa justiça e a de Deus como entre a unidade e o infinito.

É preciso que a justiça de Deus seja enorme como a sua misericórdia: ora, a justiça para com os réprobos é menos enorme e deve aliviar menos do que a misericórdia para com os eleitos.

Pode-se, pois, saber que existe um Deus sem saber o que ele é. Conhecemos, pois, a existência e a natureza do finito, porque somos finitos e extensos como ele. Não conhecemos, porém, nem a existência nem a natureza de Deus, porque ele não tem extensão nem limites.

A unidade agregada ao infinito em nada o aumenta, do mesmo modo que um pé a uma medida infinita. O finito se aniquila em presença do infinito e se torna um simples zero. Assim o nosso espírito diante de Deus; assim a nossa justiça diante da justiça divina.

Pode-se, pois, saber que existe um Deus sem saber o que ele é.

Mas, pela fé, conhecemos sua existência; pela glória, conheceremos sua natureza. Ora, já mostrei que não se pode conhecer bem a existência de uma coisa sem conhecer a sua natureza.

Deus existe

Logo a seguir, Pascal diz: Pensemos que estamos diante de uma aposta, Deus existe ou Deus não existe? É obrigatório apostar.

Estimemos as duas hipóteses: se ganhardes, ganhareis tudo; se perderdes, nada perdereis. Apostai, pois, que existe, sem hesitar.

Quem recusaria apostar quando só existe possibilidade de ganho? Tens dúvida? Mas, não haverá ainda um meio de ver o segredo do jogo? — Eu o declaro e o confesso. Sim, a Escritura, e o resto, etc.

Para saber mais, acesse: Defesa do Cristianismo

Loreni Leite

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