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“Cético sim, cego jamais”

O valhacouto da credibilidade da história repousa nos ombros dos historiadores que tem a missão ética de jamais comprometer esta confiabilidade, inquinando-a seja pela publicação uma mentira ou ocultação de uma verdade. A história é a anunciadora dos tempos antigos, memória do presente e luz da verdade.

As mutações ocorridas nos processos ligados às ciências exatas, cujo sistema binário fizeram com que os homens se aproximassem de todos os homens,  através das redes internacionais de informações facultaram o acesso fácil à informação detalhada dos heróis que fizeram a história, bastando os inquiridores levantarem as mãos, reagruparem o raciocínio e fazerem descobertas sobre acontecimentos históricos e assuntos diversos. Na teoria isto parece muito simples, mas na prática existe uma ingente diferença.

O diacho é que no  conteúdo das informações veiculadas pelos noticiários, nem sempre o assento dos atos são como de fatos, por razões as mais diversas, dentre as quais utilizarei  o recorte do jornal do Brasil de 15-12-2001 onde o colunista Eugênio Bucci previu que o jornalismo de qualidade estava em xeque, e o medo do desemprego acossando os jornalistas. Aí sentenciou: “nada pior para o direito à informação e para a cidadania que um jornalista sobressaltado e medroso. Ele se torna mais governista que o governo. Mais patronal que o patrão”, disse.

Para corroborar com o que o cronista prognosticou basta observarmos a existência de inúmeros  sites proliferando patranhas tramadas por dramaturgos incendiários que transformam seus textos em brasas ardendo os ledores com pesadelos através da fina cortina de fumaça provinda do fogo que não apenas queima como também deturpa a espessa verdade, reduzindo às cinzas as interpretações em torno dela. Se por um lado as pessoas sábias não são sufocadas, outras, desprovidas de discernimento exalam o ar carregado, como se as impurezas fossem o mais puro incenso persa. A carniça abre o faro aumentando o apetite dos abutres predadores, que pelos mortos estão vivos a espreita das presas que mesmo não estando mortas, jamais estiveram vivas.

 No cenário da vida real já tem muitos comediantes que pelos aplausos da vaidade, franqueiam as portas para os risos e risadas hilariantes do público. Neste circo ostensivo dos falsários massageando seus egos pela mentira, a farsa não aumenta o nariz, mas, nela são depositados os ovários para a reprodução e perpetuação de Pinóquios, servindo de carapuças aos reais palhaços da realidade deprimente.

Por isso, este espaço tem como compromisso facultar  o acesso sobre a verdade, despertando a consciência de que muito embora a Luz seja feita para todos os olhos, é certo que poucos estão preparados para vê-la em seu todo esplendor, tornando-se um espetáculo bastante aflitivo, quando se quer contemplar o homem, vê-lo atormentado pelo desejo de conhecer-se, sem conhecer razões de coisa alguma. O homem absolutamente separado da Luz, não pode, por si só, ascender o archote que lhe serve como guia. Não havendo a menor claridade, o desespero e o medo avassalam e a humanidade se lança em sendas perigosas. Estamos em tempos onde o orgulho se transformou em credo. O egoísmo se entrincheirou no intelecto. O ego está inflado e os desejos se tornaram ornamentos. A retidão se tornou sombra. A compaixão ressecou. A gentileza empalideceu. A hipocrisia se fez a marca da vida. O amor e a afeição viraram afeições pessoais. As criaturas são desconsideradas. A vida se transformou numa carga e a mente do homem se extraviou. A gratidão como virtude se evaporou. No entanto, quem caminha em direção da Luz, não teme jamais as trevas.

O povo, por ele próprio, quer sempre o bem, mas, por ele próprio, nem sempre o conhece. E se não conhece é porque não encontrou. Nós não procuramos apenas o que perdemos, mas podemos encontrar o que não procuramos.